Consagrado e reconhecido pelos seus grandes feitos em sua modalidade, o mesatenista bauruense nos contou sobre os desafios e rotina durante a pandemia, e falou também sobre a estrutura do Brasil no apoio ao esporte. 

O nosso entrevistado da semana para o blog post vm3 é o campeão brasileiro, paulista e parapanamericano Claudio Massad! Claudio é bauruense, tem mais de 20 anos de carreira e treina na Associação Nova Era de Tênis de Mesa de Bauru, interior de São Paulo.

Ao longo dos anos, Claudio viajou o mundo, acumulou muitos títulos, experiências e aprendizados. Por isso hoje, convidamos o famoso “Claudião” para nos contar um pouco mais sobre a realidade do tênis de mesa no país, os desafios do esporte e toda a mudança que foi obrigado a fazer na sua rotina por conta da pandemia. Confira!

1) Qual é a sua maior dificuldade para manter o alto nível atualmente por conta da pandemia que vivemos?

Claudio: “A impossibilidade de podermos treinar no CT, de treinarmos 2 períodos e principalmente de poder disputar competições, pois os campeonatos são importantes para elevarmos o nosso nível e também é para isso que nos dedicamos sempre.”

2) Você sente que falta apoio financeiro das instituições para dar suporte aos atletas no tênis de mesa?

Claudio: “Sim, muito. Tanto do próprio município, visto que Bauru não tem o Bolsa Atleta, e o apoio financeiro recebido é baixo, e também quanto ao governo estadual e federal. As leis para se conseguir este apoio são muito burocráticas. A própria iniciativa privada também poderia refletir mais sobre o apoio aos atletas, pois investindo no esporte você ajuda no desenvolvimento de pessoas e do país. Digo isso não só para o esporte de alto rendimento, mas também para categorias de base e até mesmo o lazer das pessoas. O esporte é importante em todas as esferas”.

3) Como você vê o Brasil hoje quanto à sua estrutura e apoio aos mesatenistas?

Claudio: “No Brasil as coisas vêm melhorando, mas ainda está aquém das possibilidades. Isto porque algumas pessoas que não são atletas profissionais são contempladas pela Bolsa, e muitos atletas profissionais não são, e consequentemente a política de distribuição do recurso deveria ser revista. O recurso também acaba sendo insuficiente. As Federações também deveriam criar mais torneios que tivessem premiação financeira, pois não há maior incentivo para um atleta, principalmente para os mais experientes.”

4) O que acha que o nosso país poderia melhorar para oferecer aos atletas melhores condições de disputar campeonatos e títulos?

Claudio: “O atleta tem muitos gastos: equipe técnica, viagens, inscrições, fisioterapeuta, nutricionista, etc…e tudo isso custa muito dinheiro, por isso é tão importante que tenhamos mais apoio para que se possam melhorar as condições dos atletas no país. Sem investimento não tem como ter resultado. Isso é necessário para que o atleta possa se desenvolver. E o apoio que digo vai muito além do próprio jogador (a), mas também para a equipe em geral, que é essencial no resultado final das competições.”

Agradecemos ao Claudio pela sua participação em nosso blog post da semana, e desejamos todo o sucesso do mundo em sua carreira mais do que vitoriosa. Esperamos que o tênis de mesa tenha cada vez mais apoio, pois esta é uma modalidade promissora para o nosso país. Claudio, jogamos juntos com você!

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